Foto fresquinha.
Já estava na cara que alguma coisa ia acontecer. Sério, acho que desde que eu reprovei a sétima série, ou até antes, minhas férias nunca mais foram as mesmas. Talvez seja um carma, ou alguma merda que eu fiz. Essas férias me deram a liberdade de escolher se eu ficaria presa numa cidade-fantasma, ou aqui na minha cidade mesmo. Vendo assim, pode-se pensar que a viagem seria legal, tirar fotos, aproveitar. Mas vá por mim, que aqui é bem melhor que viajar. Pode ser um programa um tanto quanto diferente, mas não quero morrer de tédio ou de mau humor nessas férias, pelo menos dessa vez!
Como disse no começo do post, eu devo ter um carma. Aqui em casa estava eu e meu irmão. Até que ele resolve viajar pra essa maldita cidade, sendo que o próprio dizia repetidas vezes que aquele lugar era um inferno, que isso e aquilo. Mais um hipócrita. Claro que, em hipótese alguma eu iria pra lá, mesmo que o imbecil do meu irmão mudasse de idéia e iria lá pra bancarem ele [sim, bancar, porque meus pais estão lá]. E claro, que, como uma família tradicional [e retrógrada] que tenho, eles não iam deixar uma menininha de quase 18 anos ficar em casa só, sendo que em várias vezes eu já teria ficado aqui, e por três dias seria batata. Mas não. Chamaram um "vigia" para ficar aqui. Vigia vírgula, já que quem está aqui é a moça que trabalha aqui, o filho e o marido dela. Sabe aquele ditado 'Quando a esmola é boa, o santo desconfia'? Pois na minha situação atual eu o modifico para "Quando o hóspede é bom demais, o santo desconfia". E assim foi. Ia até ser legal, porque eu estava levando as coisas de uma forma levemente na esportiva. Até o dia que meu irmão foi viajar, que é hoje. Começando pela hora de dormir, que nas férias é sete da manhã, por causa da hora do colírio e tal. Eu adoro o filho da moça daqui, mas fazia tanto tempo que ele não me via que até não me reconheceu. E adoro até certo ponto, porque nunca fui muito fã de crianças, a começar pelos gritos e os "fornecimentos de trabalho" que dão. Era aí que eu já estava pensando em desistir, e minha paciência, que hoje é pouca, tinha acabado. Bom, enfim, já não bastavam uns problemas pessoais, eu teria três dias perdidos de férias. Sem falar que *C* [chamaremos assim ela] dizia o tempo todo que queria ir embora, que não gostava da casa e isso e aquilo. Nem titubiei em responder o tempo todo que se ela quisesse que poderia ir. Na verdade eu não queria era ninguém nessa casa, o que me deixa de muito bom humor, obrigada. Pelo menos já sei o que responder quando alguma colega de sala perguntar como foi minhas férias.


